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Vamos falar sobre a raiva nos bovinos?

É com imenso prazer que aceito o convite para falarmos sobre a raiva nos bovinos, doença esta que causa tanta preocupação nos pecuaristas, e que sim, temos que nos manter vigilantes sobre sua incidência.

A raiva é uma doença vírica e zoonótica, que pode acometer quase todas as espécies, incluindo o homem, a maior incidência dela se da em bovinos e equinos. O vírus é da família Rhabdoviridae, do gênero Lyssavirus, sabe-se que o principal portador são os morcegos hematófagos (aqueles que se alimentam de sangue) principalmente do gênero Desmodus rotundus, e a transmissão também pode ocorrer pelo contato com animais infectados.

No momento que o morcego morde o animal, o vírus é inoculado e a partir deste momento inicia-se o que chamamos de período de incubação, que é o espaço de tempo entre o contato com o agente e o inicio dos sintomas, que varia muito de acordo com as espécies, os bovinos possuem um período mais longo, em torno de 15-90 dias, entretanto no momento que se inicia os primeiros sintomas, o animal vem a óbito em pouco tempo. O vírus quando inoculado, atinge o Sistema Nervoso Central e tecidos musculares, iniciando uma lesão irreversível.

A raiva se manifesta em 3 fases:
Fase Prodrômica, que é de curta duração e se caracteriza por inquietude, excitabilidade exagerada a estímulos como luz, sons e toque. A fase Excitativa, que é de fácil associação ao nome, é caracterizada por irritabilidade, e por último a fase Paralítica, mais comum de ser observada em bovinos, ocorre quando há paralisia progressiva dos membros posteriores em sentido a cabeça. São quadros irreversíveis que levam a morte.
Essa doença se trata de uma endemia por isso a vacinação é compulsória, ou seja, realizada em locais que possuem casos. O esquema vacinal é bem simples: A partir dos 3 meses de vida, aplica-se a primeira dose, com reforço de 25-30 dias, e posteriormente um reforço anual. O ministério preconiza por lei que as vacinas sejam inativadas, desta forma fornece uma maior segurança tanto para o animal quanto para quem aplica.
Sempre ressaltamos a grande importância da vacinação nos nossos rebanhos ou manadas, devido a sua patogenicidade, perdas econômicas, más principalmente, em proteção a saúde pública.

Maria Luísa Quintana Dóglia
Promotora Técnica de Campo da Basso Pancotte